Por vontade de Deus, o homem é um ser dotado de liberdade. Consequentemente ele é responsável pelas suas opções e pelos seus atos. Esta verdade é claramente expressa na primeira leitura:
- “se quiseres, guardarás os mandamentos”;
- “ser-lhe fiel depende da tua vontade”;
- “diante do homem estão a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe será dado;
- “não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu a licença a ninguém de cometer o pecado”.

O nosso Deus respeita o homem. Ele deu-nos a capacidade de optar, de escolher, de tomar decisões, de construir a nossa vida e o nosso futuro.

Neste sentido, aparecem as palavras de Jesus no Evangelho, das quais destaco a importância da fidelidade conjugal.
A fidelidade é uma exigência do verdadeiro amor; uma exigência do compromisso livremente assumido. Hoje como ontem fala-se muito em amor, mas quase sempre o confundimos com egoísmo:
- Muitos dizem que amam quando apenas se desejam;
- Não amam porque apenas estão interessados em aproveitar-se do outro;
- Procuram mas apenas com o intuito de serem encontrados;
- Dão-se mas com o objetivo de possuir o outro;
- Rendem-se mas com o fim de conquistar e dominar…
Este tipo de amor oportunista e consumista é por sua própria natureza: efémero, desaparece como a moda, dura até que surja uma alternativa mais aliciante.
Um “amor” que não é doação recíproca, que não comporta espírito de sacrifício, que não é alimentado por ideias comuns, é um amor dotado ao fracasso.
Mesmo que tenham recebido a aprovação da autoridade civil ou a bênção de Deus na Igreja, quando não existe verdadeiro amor, a família desmorona-se com terríveis consequências por todos os que a constituem.
Por vezes, é bom pararmos e pensarmos nisto para que o amor que sentimos seja mesmo autêntico!