Atividades Paroquiais

SE ELES SE CALAREM, GRITARÃO AS PEDRAS

Personagens:

Crianças

Povo simples

Os discípulos

Fariseus e judeus

Entronização do rei

Jesus Cristo

Ambiente:

Caminhada da multidão

Um jumentinho

Palmas e ramos

Cântico do “Hossana”

Tudo o resto não descrito

E transparência

Da verdade


“Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes:«Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E, se alguém vos disser alguma coisa, respondereis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.’» Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta: Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta.

Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima. Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão. E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!

Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é este?» - perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.» ( Mt 21, 6 ss)

“Alguns fariseus disseram-lhe, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos.» Jesus retorquiu: «Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras»”. ( Lc. 19, 39-40)


Esta entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos simples e pelas crianças revela a natureza do Reino dos Céus.

Vem-nos à memória o salmo 24 (23), 7-10.

“Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai-vos, pórticos eternos, que vai entrar o rei glorioso. Quem é esse rei glorioso? É o Senhor, poderoso herói, o Senhor, herói na batalha.

Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai-vos, pórticos eternos, que vai entrar o rei glorioso. Quem é Ele, esse rei glorioso? É o Senhor do universo! É Ele o rei glorioso”.

Toda a vida de Jesus e todas as suas obras revelam a Sua natureza divina e a missão que o Pai Lhe confiou. Também esta entrada triunfal, se revela como Obra de Deus em favor dos mais desfavorecidos. Não se trata de uma entrada com sabor político, revolucionário ou contra uma ‘ordem social’ estabelecida. Nada tem a ver com o grupo violento dos ‘Zelotas’, que constantemente, de forma violenta combatiam os romanos. Bem ao contrário. Não era com uma multidão de crianças e de pessoas simples, sem armas algumas que se enfrentava o poder de Roma ou qualquer outro poder.

A entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, é simplesmente igual a tantas outras. Igual a todas as demais. Uma entrada sempre em busca do outro, sempre ensinando, sempre fazendo o bem, sempre revelando a presença de Deus, não somente no Templo ou nos sacrifícios nele oferecidos, mas também no coração dos simples, dos humildes e de quem, com generosidade e rectamente, vivia os preceitos de Javé.

Esta entrada é a realização das profecias antigas.

Um jumentinho emprestadopor algum tempo, manifesta a reindivicação de um direito régio. Quem fosse rei usufruia do meio de transporte. Jesus aclamado como rei tem esse direito também. Recordemos o livro do Génesis, aquando da bênção de Jacob a seus filhos. Diz a respeito de Judá:

“O ceptro não escapará a Judá, nem o bastão de comando à sua descendência, até que venha aquele a quem pertence o comando e ao qual obedecerão os povos. Então, há-de atar-se à vide o seu jumentinho, e à parreira, o filho da sua jumenta. O seu vestuário vai ser lavado em vinho, e a sua túnica, no sangue das uvas”.(Gn. 49,10-11).

É também a realização da profecia de Zacarias: 9,9:

“ Exulta de alegria, filha de Sião!Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti; Ele é justo e vitorioso; vem, humilde, montado num jumento, sobre um jumentinho, filho de uma jumenta” (Zac. 9,9).

A este respeito conclui Bento XVI no seu livro: Jesus de Nazaré, parte II:

“Por agora fixemos isto:

Jesus reindivica um direito régio. (Jesus) quer que se compreenda o seu caminho e o seu agir com base nas promessas do Antigo Testamento, que n’Ele se tornam realidade(…)

A Sua pretenção baseia-se na obediência à ordem do Pai. O seu caminho situa-se no âmbito da Palavra de Deus.

Ao mesmo tempo esta ancoragem em Zac 9,9, exclui uma interpretação ‘zelota’ da sua realeza: Jesus não se apoia na violência, não começa uma issurreição militar contra Roma. O seu poder é de carácter diferente; é na pobreza de Deus, na paz de Deus que Ele identifica o único poder salvador”.

Também o facto de Jesus ‘subir para o jumentinho novo’ leva-nos ao episódio narrado no primeiro livro dos Reis (1,33-34), quando Salomão foi ungido como rei, em Guion, pelo sacerdote Sadoc e pelo profeta Natan. Obrigaram-no a subir para uma montada e ungiram-no rei de Irael: “«Tomai convosco os servos do vosso senhor; fazei montar o meu filho Salomão na minha própria mula e fazei-o descer em Guion.34Ali será ungido pelo sacerdote Sadoc e pelo profeta Natan como rei de Israel; vós tocareis a trombeta e exclamareis: ‘Viva o rei Salomão.’»”

Também o ‘estender das capas’ se encontra ligado à tradição das entronizações reais em Israel: “Levantaram-se, então, imediatamente, tomaram cada um o seu manto, estenderam-no aos seus pés em forma de estrado, e tocaram a trombeta, gritando: «Jeú é rei!»” (2º Re 9,13).

Significativas são a presença de muitas crianças e as aclamações que estas Lhe fazem: ‘Hossana , ó filho de David’. Assim está escrito no salmo (8,3): “Da boca das crianças e dos pequeninos fizeste uma fortaleza contra os teus inimigos, para fazer calar os adversários rebeldes”.

Mais ainda! Escreve o evangelista S. Marcos (10,13-15):

«Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»

E que grita esta grande multidão, juntamente com as crianças?

“Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!”

A aclamação: “Bendito seja aquele que vem”, outra coisa não é senão e evocação de um título de Deus. Aquele que aparece e é aclamado, Jesus, é verdadeiro Deus. Consequentemente todos lhe gritam:

“Hossana” o mesmo é dizer: “salva, por favor!”. Assim ensina o salmo (118, 5.26).

E nada adianta mandar calar a multidão ou as crianças. A verdade deve ser proclamada sobre os telhados. Deus é Senhor de tudo. Ele é o Senhor dos senhores. A Criação inteira pertence-Lhe também.

“Senhor, nosso Deus,como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus. (…) Ó Senhor, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! (Sl 8,1.10)

Hoje, Domingo de Ramos, é dia próprio para todos clamarmos: “Hossana, ó filho de David”.

Se alguém não quiser ou for impedido, diz Jesus:

“ (…) se eles se calarem, gritarão as pedras!»”.

P. ALFREDO NEVES





Paróquias de Sé e de São Vicente

Serviço de Catequese Paroquial

Guarda, 02/04/2020

Carta aos Pais

(com crianças em preparação para a Primeira Comunhão)

Queridos Pais:

Neste período tão preocupante para todos, desejamos-vos, vida, saúde e paz.

Neste mesmo contexto que a todos aflige e ao vermos canceladas tantas atividades a todos os níveis, também nas que à catequese diz respeito fomos forçados já a cancelar algumas e outras correm sério risco de serem também adiadas ou canceladas.

A Igreja vê-se na necessidade de na semana Santa e Páscoa ter de adiar celebrações e de realizar outras com muitas restrições.

Como o tempo não para e esta ‘pandemia’ não dá tréguas, procurando salvaguarda o dom da vida, acatando as normas e decisões, próprias deste estado de emergência, agora prolongado, a catequese paroquial sente-se constrangida a alterar as datas previstas para a ‘Primeira Comunhão’ dos vossos Filhos (03 de Maio e 17 de Maio), bem como os batizados dos que, nesses dias, o fariam juntamente com a Primeira Comunhão e a adiá-las respetivamente para os dias 11 de Junho (1º Grupo) quinta-feira, dia do Corpo de Deus, e 14 de Junho, (2º grupo), dia de encerramento da catequese. Manter-se-iam para esse dia os batizados agendados em ordem à primeira comunhão. A ‘preparação das crianças’ e ‘catequese’ ficaria ao vosso cuidado.

Outras celebrações (Celebração do Crisma) poderão vir a ser desmarcadas ou adiadas, se for o caso. Tudo depende da agenda do Senhor Bispo.

Mais informamos que estas datas ficam sujeitas a alterações dependendo do evoluir da situação. Posteriormente, daremos informações.

Sem outro assunto, pedindo a proteção de Deus para todos vós e a vossa compreensão subscrevemo-nos. Bem-hajais. Atenciosamente.

P. Alfredo Pinheiro Neves

e

P. Carlos Alberto Correia Lages





CARTÓRIO PAROQUIAL

(Sé e São Vicente Guarda)

INFORMAÇÃO

Por força da situação que estamos a viver os assuntos relacionados com o Cartório Paroquial (documentos vários, certidões e outros assuntos poderão ser solicitados por e-mail, telefone.

Contacte-nos: 271211231; 271212993, 964683218; [email protected]

Outros assuntos mais prementes só presencialmente.

AS IRMÃS MARTA E MARIA E LÁZARO O AMIGO

«Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo(...). Infundirei em vós o meu espírito e revivereis”. (Ez. 37-12.13); (Primeira leitura)
“Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro,... - «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. (...) Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». (...) Maria levantou-se e foi ter com Jesus. (...) Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido».
«Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». ( do Evangelho de S. João 11, 1 ss)
Com estas três citações da Liturgia da Palavra deste Domingo, damo-nos conta como Deus se revela sempre SENHOR da Vida e como Jesus, Seu filho, com verdadeiros sentimentos humanos, revela esse PAI, actua para a Sua Glória, em favor daqueles que sempre O acolheram, ao acolherem a Jesus Cristo.
Conhecemos bem esta família. Foi ela quem acolheu Jesus e Lhe proporcionou um ‘banquete’ em casa. Marta sempre a aterefada; Maria sempre sentada aos pés de Jesus.
Agora as duas com a expressão de reparo na boca: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Ambas confiantes n’Ele e em Deus: “Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá”. - Dizia Marta; “(..) ao vê-la chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. - chorando, assim suplicava, Maria.
O Filho do Homem, o Jesus de Nazaré, o Enviado do Pai, o Messias não deixa de estar atento aos rogos destas duas irmãs. Uma com palavras; a outra, calada, triste e só, mas sempre confiante.
«Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou.
Com o Seu choro, Jesus revela a Sua compaixão divina, com a oração feita o Pai manifesta a Sua intimidade com Deus. “Pai, dou-Te graças (...). Eu bem sei que sempre Me ouves...”. “O Pai está sempre comigo!”- Tinha dito uma outra vez.
É agora que têm plena realização as palavras proféticas de Ezequiel: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo(...). Infundirei em vós o meu espírito e revivereis”.
E Jesus “bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário”.
Conhecemos os momentos seguintes: “(...) muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele”.
Não sabemos o que depois se terá passado. Imaginamos que a alegria voltou; que o luto cessou; que as lágrimas de dor adquiriram o sabor da alegria; que Jesus terá voltado, com os discípulos, para casa dos seus amigos e que a festa se iniciou...
O mais importante é que este acontecimento se realizou para motivar a fé dos discípulos e de muitas pessoas; para revelar que Jesus, o Filho do homem, é o enviado do Pai e que Jesus, mais que profeta, é o “Filho muito amado”. Assim se compreendem e têm pleno sentido as palavras anteriores de Jesus para os discípulos: “Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem”.
Totalmente incompreensível e descabida a atitude de muitos, fariseus e dos sumos sacerdotes pela decisão de “matar” não só Jesus, mas também Lázaro. “ (...) Os sumos sacerdotes decidiram dar a morte também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, os abandonavam e passavam a crer em Jesus. (Jo, 12,10.11)
Sempre a vida em causa; sempre a inveja; sempre a rejeição da bondade e da misericórdia de Deus; sempre o fazer da religião mero comércio; sempre, mas sempre: “... só temos um rei que é César. Não queremos que Ele reine sobre nós.”.
Neste tempo tão complicado de pandemia, queremos contar com o auxílio de Jesus Cristo e de Seu Pai, na força do Amor que os une, o Espírito Santo.
Tal como Marta e Maria também nós, pedimos com o Espírito Santo.

  • Rezamos por todos, sem excluir ninguém.
  • Queremos que a mútua comunhão se torne realidade.
  • Manifestamos o nosso obrigado a todos mas de modo particular a quem leva a sua generosidade além dos limites exigidos, dando a vida.
  • Que a proteção e a Bênção que Deus é, sejam convosco.
  • Queremos ver no vosso Testemunho a vossa Fé e a vossa Humanidade impregnada do Amor, dos sentimentos de Deus e do Seu Filho.
  • Seja Ele a vossa recompensa.

Bem-hajais.
P. Alfredo Neves

IV DOMINGO QUARESMAL

(Ano A)

“ Senhor disse a Samuel: «Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo». Samuel pegou na âmbula do óleo e ungiu-o no meio dos irmãos. Daquele dia em diante, o Espírito do Senhor apoderou-Se de David” (Sam 16,13ª)

“ Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade” (Ef 5,9)

“ Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». (…)

“ (…) disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?». Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite n'Ele?». Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo»” ( Jo. 9-6.7; 35.36.37)

Este domingo da Quaresma, ainda mais nos relaciona com o batismo, com a água da ‘piscina’, com a luz da fé e com a Luz que é Jesus Cristo.

Os textos acima citados fazem parte da Liturgia da Palavra deste IV Domingo da quaresma. Partilho convosco uma ‘mão cheia’ de simples indicações, quais pontos de partida, para ulterior reflexão se assim o quiserdes fazer.

  1. O Senhor Deus viu e escolheu aquele que Ele quis. Samuel também viu e ficou surpreendido com aquele que foi escolhido pelo Senhor. Sabemos que que todos os seus irmãos e eram sete, foram pecadores como o eleito (David). Não sabemos se algum deles foi adúltero ou se mandou matar alguém para se apoderar da mulher do que foi morto. Foi desse modo que David procedeu quando já era rei.

A verdade é que Deus viu e escolheu quem quis.

David, assim que foi ungido com o óleo trazido por Samuel, viu-se pertença de Deus pois o Espírito de Deus permaneceu sobre ele. Mais tarde, quando foi chamado a atenção pelo profeta Natã, David ‘viu’ a maldade da sua acção, ‘viu-se’ pecador, pediu perdão, não evitou a morte do seu filho, mas obteve de Deus um outro filho: o sábio, rei Salomão.

  1. Quando somos capazes de viver na luz e como filhos da luz, a nossa bondade, a nossa verdade e a nossa justiça, - fruto da Luz - não deixarão de interpelar e de ser luz na vida do próximo.

Para se poder ver, para cumprirem a sua função, os nossos olhos necessitam de luz. Sem luz jamais caminharemos. “ É preciso trabalhar enquanto é dia, nas obras d’Aquele que me enviou, vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo”; “… andai depressa enquanto tendes luz”.

Quando olhamos para a nossa possível bondade, para a nossa possível justiça e para a nossa verdade não nos iludamos. É preciso ‘ver’ e ‘saber’ que esses frutos, alcançam-se graças à Luz que Jesus nos dá e graças à unção do Espírito de Deus, que nos chama, nos escolhe e nos faz agir fielmente.

  1. É desconcertante este ‘cego de nascença’.

  • Não foi ele, nem foram seus pais que pecaram para lhe ter acontecido tal desgraça.

  • É preciso ‘saber ver’ que isso aconteceu para se manifestarem nele as obras de Deus.

  • O querer de Jesus, a saliva, a terra, o lodo, a unção dos olhos, a ordem de ir, o obedecer e ‘o lavar-se’ na água da piscina, cujo nome é enviado, foram os ‘sacramentos’ necessários para que se manifestasse naquele cego a Obra de Deus.

  • Mas o mais importante é ‘saber ver’ que o Pai está com o seu Filho e que a obra do Filho é manifestar a presença do Pai, em favor dos necessitados. Os Judeus nunca quiseram ‘ver’ isso. Por isso, cegos porque assim o quiseram ser, assim continuaram no seu pecado.

  • Quando, mais tarde, Jesus se encontrou com o que fora cego e este se vê confrontado com a pergunta de Jesus: «Tu acreditas no Filho do homem?». Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite n'Ele?». Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo», outros ‘olhos’ se abriram para o miraculado. Ele nunca tinha visto Jesus, só agora o via. Era a primeira vez, mas não seria a última. Já tinha confessado aos judeus que esse homem só podia ser: Aquele que adorava a Deus e fazia a Sua vontade e que gostaria de ser seu discípulo. “ (…) Também quereis fazer-vos seus discípulos?». Então insultaram-no e disseram-lhe: «Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés”.

  • Diante de Jesus, neste momento, professava a sua fé: «Eu creio, Senhor».

  • Agora, ‘via’ mais longe: acreditava que ele, Jesus, era o ‘Filho do Homem’. Ser Filho do Homem é vir « (…) a este mundo para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos».

À maneira de finalização:

  1. Se ‘o pior cego é aquele que não quer ver’, quero pedir ao Senhor que ele ilumine a cegueira da minha vontade e da minha liberdade e me leve a reconhecê-lo dentro de mim, pois quero ser terreno fértil em ordem a receber a Semente que é o Seu Filho e a dar fruto para a Glória do mesmo Deus.

  2. Jamais nos fechemos à luz; Que o nosso olhar, iluminado por uma outra luz, seja magnânimo e veja mais longe. Somos sempre cegos de nascença (pecadores). Só Jesus nos dará vista. Só Ele, água viva, piscina de Siloé, (enviado da parte do Pai), apagará os nossos pecados.

  3. É na nossa condição, enquanto pecadores, que se há-de manifestar a misericórdia e a Obra do Pai e, com o olhar de fé, alcançaremos o perdão das nossas faltas e ficaremos saciados na Luz eterna.

  4. Quando iluminados pela Palavra do Profeta, à maneira de David, vemos o nosso pecado, e de coração contrito, acabaremos por ver também a Misericórdia do nosso Deus.

  5. Tudo o que temos, somos e fazemos, só se entenderá à luz, da Luz, que Jesus é.

  6. Sendo assim, a nossa gratidão e louvor. Cantemos com o salmista:

“O Senhor é meu pastor, a bondade e a graça hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida”.

Alfredo Neves





Dever de colaborar no combate ao Coronavirus (COVID-19)

Diocese da Guarda

Nota Episcopal

O nosso dever de colaborar no combate ao Coronavirus (COVID-19)

Estamos confrontados com o fenómeno do Coronavirus-2019, que a Organização Mundial de Saúde já designou como pandemia. Também informou que esta será a primeira pandemia da história que é possível ser controlada.

A Direção Geral de Saúde, em Portugal, entre outras, deu as seguintes orientações: Lavar as mãos com frequência, utilizando qualquer desinfetante antes e depois da refeições, antes e depois de ir ao WC; ao tossir, tapar a boca com alguma proteção (braço ou lenço de papel), evitar tocar com as mãos na boca, nariz ou olhos, beber muita água;

A Conferência Episcopal Portuguesa já recomendou as seguintes medidas: Comunhão na mão para os fiéis em geral, comunhão por intinção para os concelebrantes, omissão do gesto de paz, ausência de água benta à entrada das Igrejas;

Algumas dioceses já tornaram públicas orientações sobre catequese, celebrações dominicais e outras, visitas a hospitais, lares e a pessoas idosas, recomendando sempre atenção a normas emanadas dos serviços públicos relacionados com a saúde e a segurança;

O Governo do País mandou encerrar as escolas, incluindo jardins de infância, a partir da próxima segunda-feira, além de impor outras restrições quanto a ajuntamentos de pessoas e utilização de espaços públicos;

Nós recomendamos, para além das orientações já anterior-mente dadas sobre a Celebração da Penitência neste Tempo da Quaresma, que, a partir do dia 16, segunda-feira e até ao fim deste mês de março, se sigam as seguintes orientações:

1.Suspensão das sessões de catequese;

2.Suspensão das Celebrações Eucarísticas, à semana e ao domingo;

3.Outras celebrações, como batizados e matrimónios, quanto possível, sejam adiadas; se necessárias e só com celebração da Palavra, sejam breves e simples, com número restrito de participantes;

4. Nas exéquias, evitem-se os velórios abertos ao público, haja celebração da Palavra mais breve e simples, sem distribuição da Sagrada Comunhão e, quanto possível, com exclusiva participação de familiares e pessoas mais próximas; evitem-se os cortejos fúnebres a pé e prolongados, devendo as urnas permanecer sempre fechadas, desde o velório à última encomendação;

5.Suspensão de todas as manifestações públicas de piedade popular, como sejam procissões e via-sacras;

6.Contenção nas visitas a lares e hospitais, nomeadamente seguindo as orientações definidas em cada instituição.

Notas:

1.Apesar da pandemia, que todos estamos empenhados em ajudar a controlar com estas e outras medidas, a vida não se interrompe e a vivência da Fé continua, nomeadamente nas nossas famílias, que são a primeira expressão de Igreja (Igreja doméstica) e na vida de cada um. Recomenda-se, por isso, que, sobretudo o Domingo seja assinalado por cada um e cada família, na partilha da Palavra de Deus e na oração e que a catequese também se continue a fazer em cada família.

2.Aos sacerdotes, devendo celebrar em privado, pede-se que estejam disponíveis e o mais contactáveis possível para atenderem pedidos de emergência, sobretudo pessoas especialmente vulneráveis, quer física quer espiritualmente, que nos queiram contactar; as Igrejas que habitualmente estão abertas, assim permaneçam para as pessoas fazerem oração pessoal.

Daqui por alguns dias, reavaliaremos a situação e, se houver dados novos, comunicá-los-emos aos Rev.dos Padres e Diáconos, para estes informarem as suas comunidades.

Rezemos todos a Deus Nosso Pai para que afaste de nós as doenças e a todos conceda o dom da saúde e da serenidade.

Guarda, 13.3.2020

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda






CATEQUESE

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Segundo as orientações do Ministério da Saúde, da Organização Nacional de Saúde, do Conselho Episcopal e das recentes informações do Exmo. Sr. Primeiro-ministro, vem a Catequese da Paróquia da Sé e S. Vicente da Guarda, declarar o seguinte:

A catequese e todas as actividades a ela associadas ficarão, para já suspensas a partir de sexta-feira, dia 13 de Março e até ao dia 14 de Abril. Após este período, a catequese irá avaliar a evolução da situação do covid -19 no nosso país e tomar as medidas que forem necessárias ao bem estar de todas as crianças e jovens que frequentam as nossas instalações.

Quanto à Festa da Vida e do Compromisso, que iria decorrer no dia 19 de Abril, bem como todas as reuniões e actividades relativas a esta festa serão canceladas.

A Via Sacra da Catequese, que se iria realizar no dia 27 de Março, foi também cancelada. A renúncia quaresmal recolhida até ao dia de hoje será entregue mais tarde, conforme data a marcar em breve.

Informamos todos os Pais e Encarregados de Educação que estamos empenhados e em alerta para a situação que se está a passar no nosso país, e que tomaremos, a seu tempo, todas as medidas que forem necessárias, de acordo com a evolução da situação.

A direção da Catequese:

Pe. Alfredo Neves e Ana Tomás



AVISOS PAROQUIAIS
(Sé e São Vicente)
- 2020-03-07 -
MARÇO

1. Dia 12 de Março, Ação de sensibilização, 21.00 horas, no Auditório da Freguesia da
Guarda Gare, Defesa da floresta / contra os incêndios.
2. Dia 14, Sábado, Seminário, Retiro mariano das 10.00 Horas às 16.00 Horas. Promove o
Movimento Mensagem de Fátima. Inscrições no Seminário
3. Dia 14, sábado, Promessas de escuteiros, Póvoa do Mileu às 20.30 horas.
4. Dias 13-15, Março, 20.30 horas até 14.00 horas, retiro para jovens 16 anos, Penhas
Douradas, orienta P. Paulo Figueiró, inscrições, até 11 de março, custo de 35.00€.
(inclui refeições)
5. Dia 21, sábado, Plantação de árvores nos baldios de Alfarazes. Quem se queira associar.
Contactar CNE ou Junta de Freguesia.


PROGRAMA PAROQUIAL – 2019-2020

Clique aqui para o programa paroquial 2019-2020


AnexoTamanho
PDF icon Programa Paroquial 2019-2020602.31 KB