Pastoral da Saúde

PASTORAL DA SAÚDE
PASTORAL SAÚDE
“Ofício ou carta circular, emanada pelo Papa ou por um bispo, no exercício da sua função docente, dirigida ao clero e aos fieis e que trata, com certa extensão, algum ponto da doutrina religiosa.” (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa). “É o completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.” (Organização Mundial da Saúde).
A Igreja sempre se preocupou com os doentes. Ao longo da sua vida, Jesus Cristo aproximava-se dos doentes e curava-os a todos (Mateus 4.24). Aos discípulos, enviou-os a todas as cidades pedindo-lhes que, em qualquer casa onde entrassem, dessem a paz e que curassem os doentes que lá houvesse (Lc 10.9). Pedro e João param à porta do templo para curar o coxo de nascença (Act 14.10). Depois, durante séculos, a Igreja vai dedicando aos doentes grande parte da sua acção. Entre as obras de misericórdia está a visita aos doentes. (Saúde para todos – Desafios para uma acção pastoral, P.e Vítor Feytor Pinto).

O sacerdote e médico, José Manuel Pereira de Almeida, Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde, reafirma a recomendação do papa Francisco que pede profissionalismo na área da saúde, e diz que: tem de haver sempre “um critério de qualidade” na prestação dos cuidados de saúde, e, ainda que: “para que o cuidar seja humano, não pode ser despido de ternura”. Diz, ainda: “Um personalismo frio é um não cuidar em termos de saúde”, e, “não podemos enriquecer à custa do sofrimento dos outros, ou da doença, ou da aflição.”

O Bispo e ex-enfermeiro, D. Luciano Costa, diz: “A vida é um dom de Deus que devemos promover, defender e dignificar desde o momento da conceção até à morte natural. Os doentes objeto da nossa reflexão têm o direito a ser tratados com as melhores práticas em saúde.” A prestação dos cuidados de saúde aos doentes deve procurar sempre o maior bem, mesmo perante as conquistas alcançadas pelos avanços da medicina e das biotecnologias, pois estas devem ser colocadas ao serviço da pessoa humana e da sua dignidade e nunca favorecendo a sua manipulação. O cuidar dos pobres, dos doentes e dos moribundos precisa de profissionalismo, de ciência e ternura, de gestos gratuitos e imediatos, de simplicidade e humildade, onde o acolher com amor faz a diferença de sentirmos quanto o outro nos é “querido”. O Papa Francisco confia a Maria os doentes e os seus cuidadores, a humanidade frágil e sofredora. Que Maria como Mãe nos ajude a partilhar os dons recebidos com um espírito de verdadeiro diálogo e acolhimento, para vivermos como irmãos atentos às necessidades do próximo. Ao amor misericordioso de Deus Pai confiamos os nossos doentes e todos os seus cuidadores, e imploramos para todos a saúde da alma e do corpo e por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, esperamos as graças que mais precisamos na terra, para um dia sermos felizes no Céu. Amem.